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  Detalhes  
Forte de São Bruno (Categoria: Forte)
Local: Oeiras       Cronologia: Século XVII
 
 
O Sítio


CMP, escala 1:25 000, fl.430
Coordenadas; Latitude: 38º 41’ 53’’N
Longitude: 9º 16’ 26’’W
Distrito: Lisboa
Concelho: Oeiras
Freguesia: Caxias


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Os Acontecimentos
O Forte de São Bruno foi edificado em 1647 no âmbito da construção da Linha de Fortificação da Barra do Tejo, que se estendia desde o Cabo da Roca até à Torre de Belém.
O seu principal objectivo, juntamente com as demais fortificações erguidas neste conturbado período, era garantir a defesa da barra do Tejo e controlar o acesso fluvial e marítimo à cidade de Lisboa.
É uma das mais significativas edificações militares deste período, que se mantém num bom estado de conservação, sendo hoje a Sede de Honra da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.

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O Desenho

O conjunto final, cuja representação mais antiga aparece representada por João Tomás Correia no seu Livro de Várias Plantas Deste Reino de 1736, apresenta-se como um dos mais belos exemplares da arquitectura militar da Restauração. Apresenta uma planta em forma de estrela, com um traçado rectilíneo em que prevalece a funcionalidade sobre a ornamentação. Obedece às regras do traçado abaluartado, pensado para ataque e defesa de profundidade escalonado e para cruzar fogo com os fortes vizinhos aumentando assim a eficácia militar. Implantado sobre um afloramento rochoso está bem adaptado ao terreno que o sustenta. Apresenta-se em bastante bom estado de conservação e mantém na íntegra o seu traçado original.

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Traços de Identidade

O Forte de São Bruno foi declarado Imóvel de Interesse Público em 1978 por Decreto nº 95/78, D.R. n.º 210 de 12 Setembro 1978. É um dos mais belos exemplares da arquitectura militar marítima da Restauração e o maior dos pequenos fortes que compunham a Linha de Fortificação da Barra do Tejo, detendo o maior poder de fogo sobre a barra.
Implantado junto á praia de Caxias, vizinho á estrada marginal que pela costa conduz até Cascais e fronteiro à estação de Caminhos-de-ferro da C.P. de Caxias, este forte não passa despercebido a quem por ali passa. A sua envolvente, intervencionada em 2000 pela C. M. de Oeiras, oferece ao visitante um espaço agradável e uma boa acessibilidade ao Forte. Após entrar no perímetro exterior da fortificação podemos observar na fachada, sobre a porta principal a pedra de armas e lápide em cuja inscrição podemos ler ainda: Dom João 4.º rei de Portugal mandou fazer esta obra sendo governador das armas da Praça de Cascais o Conde de Cantanhede dos conselhos de Estado e Guerra de Sua Majestade. Vedor de sua Fazenda a cuja ordem cometeu o feito dela. Ano 1647.
Encimando a lápide vemos as armas reais portuguesas que apesar de terem sido mutiladas são ainda bem perceptíveis. Em geral apresenta-se em muito bom estado de conservação e inalterado no seu desenho original proporcionando ao visitante uma boa visão do que era um forte do período da Restauração.
No seu interior, depois de subir a qualquer das suas baterias superiores é possível perceber a importância da barra do Tejo. A poente vemos para além do Forte de N.ª S.ª de Porto Salvo, as vizinhas casas da Giribita e ao longe divisamos a silhueta da Fortaleza de São Julião da Barra. Ao largo, no meio do Tejo, assinalando o fim do rio o Forte de São Lourenço da Cabeça Seca mais conhecido como Torre do Bugio. Para nascente perfila-se a cidade de Lisboa e bem visível a Torre de Belém. Mais perto, a estrada marginal traça a curva do Mónaco no local onde se erguera o antigo Forte de N.ª S.ª do Vale e do qual restam apenas as ruínas da sua ponte cais.
Esta excelente visibilidade que proporciona sobre a barra será num futuro próximo, por iniciativa dos Amigos dos Castelos, muito bem aproveitada no projectado Centro de Interpretação na Barra do Tejo que será instalado no Forte.


Cronologia do Monumento

Apesar de conhecida a antiguidade da ocupação humana da área do actual concelho de Oeiras não foram identificados vestígios de qualquer construção anterior no local de implantação do Forte
1647 – Construção do conjunto central composto pela Casa forte, bateria marítima e baterias superiores terrestres
1649 – O Forte está activado, artilhado e pronto a fazer fogo
Séc. XVII / XVIII (?) Conclusão do perímetro de defesa exterior do Forte e das baterias laterais rasantes
1736 – Primeira representação conhecida do forte de São Bruno no Livro de Várias Plantas deste Reino e de Castela da autoria de João Tomás Correa
1751 – Após uma campanha de obras o Forte apresenta-se reparado de novo
1755 – Não há noticia de danos provocados pelo terramoto na fortificação
1763 – Durante este período de guerra com a Espanha o forte encontra-se operacional e artilhado
1777 – Uma inspecção Militar encontra o forte desactivado sem guarnição com artilharia inoperacional e habitado por civis
1798 – Nova inspecção revela que o forte se apresenta activado, com guarnição mas com artilharia limitada e em parte inoperacional
1802 – Há notícia de que o Forte está operacional, guarnecido e com 11 bocas prontas a fazer fogo
1815 – Um relatório Militar refere que o forte se encontra em mau estado e necessitado de reparações
1823 – Um Inventário Militar refere a existência de 5 peças de artilharia montadas e operacionais
1831/32 – D. Miguel I utiliza o forte como carreira de tiro e retira-o da alçada do Inspector das Fortificações e Baterias (...)
1831/32 – Reparações realizadas por ordem da Casa Real
1834 – O Forte foi desartilhado
1878 – Foi nomeado o último comandante do forte; Tenente Coronel Pedro Augusto de Barros de Vasconcelos
1888 – O Forte é arrendado ao Bacharel João Cardoso Ferraz de Miranda e sua família por 9 anos
1895 – A Direcção Geral das Alfândegas solicita a instalação de um Posto fiscal no Forte para melhor vigiar as praias vizinhas
1902 – A família do Bacharel abandona o forte e entrega-o ás autoridades militares
1903 – Construção do Posto Fiscal na Bateria Marítima e instalação da Guarda-fiscal nas novas instalações
1939 – O forte transita das autoridades militares para a posse do Ministério das Finanças perdendo então a classificação de fortificação militar costeira
1940 – A Junta Autónoma de Estradas utiliza temporariamente o Forte como estaleiro de obras durante a construção da estrada marginal
1941 – É instalado no Forte o centro de vela da Mocidade Portuguesa
1946 – Extinção do posto da Guarda-fiscal e ocupação da totalidade das instalações pela Mocidade Portuguesa à excepção dos espaços ocupados pelas famílias de Guardas-fiscais que ali continuaram a residir
1947- Breve utilização pela Escola de Marinheiros e Mecânicos da Marinha Mercante
1976 – Instalação no forte de uma Colónia de férias do Fundo de Apoio às Organizações Juvenis
1977 – O Forte é entregue á Associação Portuguesa de Pousadas da Juventude
1978- Declarado Imóvel de Interesse Público
1984 – Cedido ao Corpo de Voluntários Salvadores Náuticos
1999 – Cedido à Câmara Municipal de Oeiras por um período de 25 anos
1999/2000 – Campanha de Obras de restauro e reabilitação do Forte e de requalificação da envolvente
2001 – A Câmara Municipal de Oeiras faz a cedência do Forte à Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos para a instalação da sua sede de Honra
2003 – Os Amigos dos Castelos iniciam o Projecto Didáctico
O Mar Leva e Traz – Intercâmbio de produtos e culturas no espaço ultramarino do séc. XVI


Visita ao Monumento
Os Amigos dos Castelos estão presentes diariamente no Forte de São Bruno.
Todos os anos em 29 de Julho se comemora o Aniversário dos Amigos dos Castelos neste Forte.

Links Associados

» Câmara Municipal de Oeiras


O Roteiro
Informações disponíveis brevemente. Fique atento!


 
Informações Práticas

Horário de
Funcionamento

O Forte de São Bruno está aberto todos os dias úteis entre as 09h00/13h00 e 14h00/17h30.

Morada de Acolhimento
O Forte de São Bruno tem um responsável no local que permite fazer um acolhimento ao visitante. Para mais esclarecimentos deverá ser contactada a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, entidade responsável pelo Forte de São Bruno.

Visitas
A visita ao Forte de São Bruno é gratuita. No horário indicado a porta está aberta e a circulação é livre. Após a hora de encerramento a porta principal do Forte é fechada, deixando de se poder ir à bateria superior marítima e terrestre. O acesso aos baluartes exteriores e baterias exteriores rasantes continua a ser possível.

Acesso
Por automóvel através da Estrada Marginal, EN6, sentido Cascais/Lisboa. Possui parque de estacionamento, no mesmo sentido, na beira da marginal, muito perto do Forte. Também pode aqui chegar pelo comboio da Linha de Cascais, estação Caxias. A marginal possui atravessamento para peões nesta zona.

Serviços
O Forte de São Bruno não possui serviços de apoio de visita. Possui serviço educativo, concretizado na realização do projecto didáctico, O Mar Leva e Trás, mas necessita marcaçção prévia com o Secretariado dos Amigos dos Castelos. Está em fase de primeira impelmentação a instalação de um Centro de Interpretação na Barra do Tejo, da responsabilidade da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.

Infra-estruturas
Possui infra-estruturas sanitárias. Não tem acesso específico para cidadãos com mobilidade reduzida, que contudo, podem aceder facilemente às zonas inferiores do Forte, não podendo aceder à bateria superior.


Outros Monumentos

Outros monumentos nas proximidades: 

» Forte de N.ª Sr.ª de Porto Salvo
» Forte de São Julião da Barra
» Torre de Belém


Bibliografia

Algumas fontes de informação sobre este monumento:
» Plano de Salvaguarda do Património Construído e Ambiental do Concelho de Oeiras, C.M.O., Oeiras, 1999;
» ARCHER, Maria e COLAÇO, Branca G., Memórias da Linha de Cascais, Sociedade Industrial de Tipografia, Lisboa, 1943;
» BOIÇA, Joaquim Manuel, “A Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e a Defesa da Barra do Tejo”, Oceanos, n.º 2, Outubro de 1989;
» RAMALHO, Margarida Magalhães, As Fortificações Marítimas da Costa de Cascais, Edições Quetzal, Cascais, 2001;
» CALLIXTO, Carlos Pereira, Fortificações Marítimas do Concelho de Oeiras, C.M.O., Oeiras, 2002;
» OEIRAS, Câmara Municipal, Oeiras Projectos e Obras, C.M.O., Oeiras, 1996;
» CARVALHO, Jayme, Luis Serrão Pimentel, Método Lusitano e a Fortificação, tese de Mestrado em Teoria de Arquitectura;
» CRISPIM, Mário Núncio e VASCONCELOS, Pedro, Retratos de Oeiras, Publicações D.A.S., Oeiras, 1994;
» FRANÇA, Maria Inês Machado Amaro de Oliveira Ipifânio de, Oeiras e o seu Núcleo Antigo numa Perspectiva de Reabilitação Urbana, s.n., Lisboa, 1999;
» FERNANDES, José Manuel, Imagens de Oeiras, Edições Inapa, Lisboa, 1996;
» MARTINS, Maria Louise, O Veraneio nas Praias de Algés e Caxias na Primeira Metade do século XX – alguns aspectos, C.M.O., Oeiras, 2000;
» MOREIRA, Rafael, “A arquitectura militar”, História de Arte em Portugal. O Maneirismo, vol. 7, Publicações Alfa, Lisboa, 1986;
» PINHA, Luís Filipe, Os Projectos de Defesa de Lisboa. Do Maneirismo à Restauração, Tese de Mestrado em Reabilitação da Arquitectura e Núcleo Urbano

 

 
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